MAIS  OURO  PARA  A  PARAÍBA  NA  OBMEP

  

            Na terceira edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) realizada em 2007, cuja lista de premiados foi divulgada em dezembro último, o estudante Wederson Santos Silva, de 12 anos, da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Suzete Dias Correa, em Massaranduba, no agreste paraibano, conquistou a medalha de ouro na modalidade nível 1 (5ª e 6ª séries). Ele é um dos estudantes paraibanos mais jovens a ganhar medalha de ouro em Olimpíadas Brasileiras de Matemática. Wederson já tinha participado da competição quando cursava a 5ª série e recebeu medalha de prata na edição de 2006.

            Todos os medalhistas de ouro da 3ª OBMEP receberão suas medalhas no dia 26 de fevereiro na cidade do Rio de Janeiro, sede da competição, com todas as despesas custeadas pela coordenação do evento. Estudantes paraibanos conquistaram também, nessa competição, 02 medalhas de prata, 16 medalhas de bronze e 216 menções honrosas.

            As provas foram realizadas nos meses de agosto e outubro de 2007 e contaram com a participação de quase 18 milhões de alunos inscritos em todo o Brasil. Na Paraíba, foram mais de 320 mil alunos inscritos de 767 escolas. Somente podem participar da OBMEP os alunos matriculados em escolas públicas municipais, estaduais e federais. As provas da OBMEP são divididas em três níveis: nível 1 – para alunos da 5ª e 6ª séries do ensino fundamental, nível 2 - para alunos da 7ª e 8ª séries do ensino fundamental, e nível 3 – para alunos da 1ª a 3ª séries do ensino médio.

            A OBMEP é a maior olimpíada de matemática do mundo e abrange 99% dos municípios brasileiros. Todos os ganhadores de medalhas da OBMEP 2007 foram contemplados também com uma Bolsa de Iniciação Científica Júnior do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) que terá a duração de 1 ano.

            A OBMEP é uma realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, da Sociedade Brasileira de Matemática, do Ministério da Ciência e Tecnologia, e do Ministério da Educação, com apoio do CNPq.

            Apenas 100 alunos de cada nível foram premiados com medalhas de ouro na OBMEP 2007, o que valoriza ainda mais a conquista do jovem Wederson Santos. Além disso, ele obteve a décima quinta melhor nota do Brasil entre todos os estudantes do mesmo nível da sua competição.

            Já são ao todo 02 alunos paraibanos ganhadores de medalhas de ouro na OBMEP, o que pode servir como exemplo para milhares de estudantes talentosos espalhados por diversos municípios paraibanos.

                                                                                                                                                                                                                                

OURO PARA A PARAÍBA NA OBMEP 2006

 

          Na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) realizada em 2006, cuja lista de premiados foi divulgada no último dia 12 de março, a Paraíba teve a honra de conquistar uma Medalha de Ouro com a aluna CAMILA PAULINO MARQUES da ESC. MUNICIPAL AGROPECUARIA E.F.M. JOSE AUGUSTO LIRA do Município de Boqueirão.

         As provas foram realizadas no dia 18 de novembro de 2006 e contou com a participação de quase 15 milhões de alunos inscritos em todo o Brasil. Na Paraíba foram 227.062 alunos inscritos de 620 Escolas de 192 municípios Paraibanos.

Somente podem participar da OBMEP os alunos matriculados em Escolas Públicas: Estaduais, Municipais e Federais.

As provas da OBMEP são divididas em três Níveis:

- Nível 1: Para alunos da 5ª. e 6ª. Séries do Ensino Fundamental;

- Nível 2: Para alunos da 7ª. e 8ª. Séries do Ensino Fundamental;

- Nível 3: Para alunos da 1ª. a 3ª. Séries do Ensino Médio.

          O que valoriza ainda mais o feito da pequena Camila Paulino de apenas 14 anos, é que ela foi a 5a. colocada em todo o Brasil, no Nível 2. Esta conquista também a torna a primeira aluna paraibana a conquistar uma Medalha de Ouro em Olimpíadas de Matemática realizadas a nível nacional.

Vale mencionar ainda que a aluna Camila Paulino já havia sido premiada com uma Medalha de Prata também no Nível 2, na OBMEP realizada no ano de 2005, quando ela cursava a 7ª. Série. Recentemente ela foi aprovada na seleção para cursar o Ensino Médio no CEFET de Campina Grande, tendo sido a 1a. colocada dentre todos os estudantes selecionados que foram oriundos de escolas públicas. Ela é Bolsista do programa  PIBIC-Jr do Departamento de Matemática e Estatística da UFCG sendo orientada pelo Prof. José Vieira Alves, que leciona semanalmente temas de Matemática para Camila que não são estudados nos currículos regulares das escolas.

Tomando como exemplo essa jovem de uma pequena cidade do interior da Paraíba, que sempre estudou em escolas públicas, os estudantes dessas escolas também podem ver nascer muitos sonhos e esperanças.

           Esperamos contar com o talento de Camila Paulino, e de outros estudantes paraibanos, nas próximas edições da OBMEP.

                                                                                                                                                                                                                                 

 

MENTES QUE BRILHAM

 

              A Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA) e a Comissão Nacional de Olimpíadas são responsáveis no Brasil por oito olimpíadas de Matemática. Duas são olimpíadas nacionais e as demais, olimpíadas internacionais, havendo duas olimpíadas mundiais: uma espécie de Copa do Mundo da Matemática.

              Em todas essas competições, estudantes campinenses já ganharam medalhas. Essa bonita história foi iniciada na década de 90 e teve como um dos principais representantes, o ex-olímpico campinense Murali Srinivasan Vajapeyam, de 25 anos, que foi o primeiro brasileiro a ganhar 2 medalhas de ouro na Olimpíada de Matemática do Cone Sul (uma olimpíada internacional realizada desde 1988). Ele foi também um dos poucos brasileiros a participar de 3 olimpíadas mundiais (1996, 1997 e 1998), tendo conquistado uma medalha de bronze e uma menção honrosa. Ao todo, foram 7 medalhas (3 de ouro, 2 de prata e 2 de bronze) em olimpíadas internacionais de Matemática, além de 5 medalhas (2 de ouro, 2 de prata e 1 de bronze) e uma menção honrosa em Olimpíadas Brasileiras de Matemática.

                   Outro ilustre representante desta geração de ouro é o estudante de pós-graduação da UNICAMP, Diogo Diniz Pereira da Silva e Silva, que ganhou uma menção honrosa e 2 medalhas de bronze na Olimpíada Brasileira de Matemática Universitária. Além disso, ele ganhou uma medalha de prata na ata na ata na ata na XII International Mathematical Competition for University Students realizada na Bulgária em 2005. Ele tem sido, até o momento, o único paraibano a conseguir tal conquista, além de possuidor de determinação interminável e “vontade infinita”.

                   Outros ganhadores das olimpíadas merecem destaque. A exemplo do professor doutor Walfredo Cirne Filho, atualmente trabalhando na empresa americana Google, mas vinculado ao Departamento de Sistemas e Computação da UFCG. Ele foi o precursor dessa história de sucesso e, em 1987, o único aluno fora do eixo Rio/São Paulo a ser premiado na Olimpíada Brasileira de Matemática, tendo inclusive participado de uma olimpíada mundial em Camberra (Austrália) em 1988.

                   De todos os olímpicos campinenses, paraibanos e brasileiros, provavelmente o mais eclético seja o jovem Felipe Gonçalves Assis, de 16 anos, que teve como a mais recente conquista: a medalha de prata na XI Olimpíada Internacional de Astronomia realizada no período de 10 a 19 de novembro de 2006 na cidade de Mumbai (Índia). Ele foi o único estudante das regiões Norte e Nordeste a integrar a equipe brasileira nessa competição e também o único brasileiro a ganhar medalha de prata. Participaram desse evento os melhores alunos de vários países, tais como Rússia, China, Índia, Suécia, Sérvia, Lituânia, Tailândia, Indonésia, Coréia do Sul, Irã, Romênia, Bulgária, Armênia e Brasil.

                   Felipe é um estudante de mente fértil e brilhante. Ganhou 4 medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Astronomia (2003, 2004, 2005 e 2006), 2 medalhas de ouro na Olimpíada Brasileira de Física (2004 e 2005), 1 medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Biologia (2006), 2 medalhas de ouro na Olimpíada Paraibana de Física (2004 e 2005), 1 medalha de ouro na Olimpíada Pessoense de Matemática (2005), 7 medalhas de ouro na Olimpíada Campinense de Matemática (2000 a 2006), 1 medalha de prata na Olimpíada Norte/Nordeste de Química (2006), 2 medalhas de prata na Olimpíada Brasileira de Matemática (2001 e 2003), 1 medalha de bronze na Olimpíada Brasileira de Química (2006), 2 menções honrosas na Olimpíada Brasileira de Química (2004 e 2005) e 1 menção honrosa na Olimpíada de Maio (2001) – que é uma olimpíada internacional de Matemática.

                   O genial Felipe, além de ser um craque das olimpíadas culturais, é também uma promessa na Música Clássica. Há três anos, no XXX Recital de Piano realizado no Teatro Municipal Severino Cabral, ele tocou músicas de A. Webber e C. Hart, L. Van Beethoven e Tschaikowsky, mostrando-se um jovem muito seguro e consciente dos seus ideais.

                   Campina Grande poderia ser uma grande escola de campeões olímpicos e também de geração de massa crítica, em vez de ocorrerem apenas iniciativas individuais bem sucedidas.

                    As crianças e os jovens adoram participar de competições saudáveis. Neste ano, foi realizada a segunda edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) que contou com a participação de mais de 15 milhões de estudantes de quase todos os municípios brasileiros. A OBMEP é provavelmente a maior olimpíada de Matemática realizada no mundo. No Irã, os estudantes que são selecionados para participar da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO), que é promovida todos os anos em um país diferente, são dispensados de prestar o vestibular daquele país. Como conseqüência e em virtude do investimento, o Irã já tem mais medalhas de ouro na IMO do que todos os países ibero-americanos juntos (América Latina, Portugal e Espanha).

                   Tudo isso pode ser um sinal da importância das olimpíadas culturais.

Prof. José Vieira Alves

Coordenador Regional da OBM

P.S.: O Felipe ganhou mais uma medalha : bronze na OBM 2006.

                                                                                                                                                                                                                                 

 

Estudante do DME/CCT/UFCG integra Equipe Brasileira que vai à Bulgária

 

                   O estudante Diogo Diniz Pereira da Silva e Silva, de 23 anos, do curso de graduação em Matemática o CCT/UFCG, foi convidado a integrar a equipe que representará o Brasil na Competição daIMC - International Mathematics Competition for University Students (Olimpíada Internacional de Matemática), prevista para ocorrer de 22 à 28 de julho de 2005 na cidade de Blagoevgrad, Bulgária. Diogo recebeu o convite por ter participado da Olimpíada Brasileira de Matemática, nível universitário, onde recebeu Menção Honrosa em 2001 e medalhas de Bronze em 2002 e 2004, sendo este último resultado a credencial que o levou a compor a equipe brasileira. O estudante cursa o último período do Bacharelado em Matemática, com coeficiente de rendimento escolar igual à 9.0 e possui as seguintes premiações: Olimpíada Campinense de Matemática – Nível Médio, onde recebeu Menção Honrosa (1998), Medalha de Bronze (1999) e Medalha de Ouro(2000); Menção Honrosa no Congresso de Iniciação Científica, realizado no IMPA, Rio de Janeiro, em 2004, por seu trabalho "Aplicações entre Espaços de Banach que atingem a Norma", sob orientação do Prof. Daniel Marinho Pellegrino; Olimpíada Brasileira de Matemática – Nível Universitário, Diogo recebeu Menção Honrosa no ano de 2001 e Medalhas de Bronze em 2002 e 2004.